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Nº 86
Setembro
2013

 
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Editorial
 
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Breves: Os europeus querem mais banda larga no telemóvel
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Breves: a Europa gosta do Wi-Fi
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Conselhos práticos para quem vai de férias para outro país da UE
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PressEurop - Redescobrir os avlores europeus
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EUTube - Espere sempre o inesperado
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Oportunidades de Financiamento e Parcerias
   
 
 

 


Editorial

 

Agosto é sinónimo de férias: para a maioria das pessoas e também para as instituições europeias. E porque para muitos férias é sinónimo de viagem, voltamos a deixar dicas importantes para quem vai viajar no espaço da UE.
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Breves

Os europeus querem mais banda larga no telemóvel

Os cidadãos europeus têm cada vez mais apetência pelas novas tecnologias, como demonstra o último inquérito realizado à escala da UE. Embora os europeus estejam abertos às oportunidades oferecidas pelas novas ferramentas e serviços, como indicam os números relativos às novas assinaturas de acesso à Internet e à utilização da Internet para efectuar chamadas de voz, continuam a pensar duas vezes antes de telefonar ou aceder à Internet por causa dos custos destes serviços.
Os telemóveis são hoje omnipresentes, mas só metade são "inteligentes" (smart phones). As assinaturas de telemóveis que incluem acesso à Internet variam entre 55% na Suécia, Dinamarca, reino Unido, Finlândia, França e Países Baixos e menos de 35% na Bélgica, Grécia, Hungria, Chipre, Roménia, Bulgária e Portugal. Esta menor penetração de telefones inteligentes é uma característica de muitos países onde assinantes de acesso móvel à Internet limitam o tempo que navegam em linha porque têm receio dos custos - Hungria (35%) e Portugal (58%), Grécia (53%), Chipre (52%), Bélgica (47%) e Roménia (45%). As preocupações com os custos levam actualmente mais de metade dos cidadãos da UE a limitar as chamadas realizadas dos seus telemóveis para números nacionais (55%) e internacionais (54%). Mais de 70% limitam as suas chamadas nacionais: na Grécia (81%), Portugal (79%), Irlanda (72%) e Roménia (71%).
O acesso à banda larga em casa é uma realidade para 3/4 dos agregados familiares: 72,5% dos agregados familiares da UE dispõem agora de ligação em banda larga, contra 67,3% em 2011 (Fonte: Eurostat). Este número aumentou 20 pontos percentuais na Roménia e 16,7 pontos na Eslováquia, tendo actualmente mais de 50% dos agregados familiares uma ligação em banda larga em todos os Estados-membros. Por outro lado, a divisão entre telefone e Internet está a esbater-se rapidamente: 34% utilizam a Internet para fazer chamadas de voz (VoIP, ou Voice over Internet Protocol), um aumento de 7 pontos percentuais em 2012. 28% utilizam a Internet para falarem gratuitamente com utilizadores das mesmas redes VoIP e 4% usam chamadas VoIP para poupar nas chamadas internacionais. As chamadas pela Internet são extremamente populares na Bulgária (57%), Chipre (55%), Estónia (54%), Lituânia e Letónia (51%). O VoIP é menos utilizado em Portugal (18%), Itália (26%) e Espanha (28%) e Grécia (29%), mas está a tornar-se mais popular, apresentando um crescimento médio de 7 pontos percentuais desde 2011. O aumento da utilização de VoIP parece acompanhar o crescimento da banda larga: por exemplo, em Chipre, as ligações cresceram 11% em 2012 e a utilização do VoIP aumentou 16 pontos.
Os resultados preliminares do inquérito foram apresentados em Julho, destacando, em especial, o facto de a velocidade de acesso estar a surgir como uma questão fundamental para os utilizadores da Internet. 45% dos utilizadores europeus da Internet estão dispostos a mudar de contrato ou pacote Internet para obterem maior rapidez.
O inquérito às famílias sobre comunicações electrónicas realiza-se anualmente desde 2006, tendo por objectivo contribuir para a elaboração das políticas no domínio das comunicações electrónicas, através da recolha regular dos factos e tendências sobre a atitude das famílias e dos indivíduos em relação ao fornecimentos dos principais serviços de comunicações electrónicas.
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Inquérito na íntegra
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Breves

Europa gosta do Wi-Fi

Novo estudo da Comissão Europeia conclui que as pessoas estão a aderir em massa à Internet via Wi-Fi com tendência para se manter. Em 2012, 71% do tráfego total sem fios na UE destinou-se a telemóveis e tablets que utilizam Wi-Fi, prevendo-se que essa percentagem possa aumentar para 78% em 2016.
Estes resultados surpreendentes mostram como a redução do custo para os consumidores da utilização de pontos de acesso Wi-Fi está a mudar os comportamentos, pelo que o estudo recomenda a dispobilização em toda a UE do espectro suplementar para apoiar a procura crescente.
Embora as redes 3G/4G sejam essenciais para uma actividade verdadeiramente móvel, actualmente é caro adquirir os direitos de utilização do espectro necessários para a exploração dessas redes, os consumidores pagam bastante pela utilização das redes 3G/4G (por exemplo em roaming) e as redes já estão congestionadas em muitas partes da Europa devido à falta de espectro atribuído.
A utilização combinada de Wi-FI e de outras infraestruturas compostas por pequenas células (que complementam as tradicionais estações de base para comunicações móveis, macrocelulares) podem aliviar o congestionamento das redes 3G/4G, oferecendo uma funcionalidade intermédia fora desses redes, minimizando ao mesmo tempo os custos tanto para os operadores de redes como para os utilizadores. Uma maior utilização destas tecnologias pode permitir aos operadores poupar dezenas de milhares de milhões de euros na melhoria das redes para satisfazerem a procura dos consumidores. Os consumidores poderão poupar dinheiro utilizando uma rede Wi-Fi em vez de pagarem os dados móveis quando na realidade se encontram junto a ponto de acesso Wi-Fi. As pequenas células podem também alargar a cobertura da rede a locais difíceis de alcançar, inclusivamente no interior de grandes edifícios.
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Vá de férias em segurança

Conselhos práticos para quem vai de férias para outro país da UE

Embora nunca tenha sido tão fácil viajar na Europa - graças às regras da UE em matéria de passagem das fronteiras, tratamento médico, viagens com animais de companhia, tarifas de roaming (aplicáveis quando se utiliza o telemóvel no estrangeiro) e direitos dos passageiros - tenha em conta os seguintes aspectos se for de férias para outro país da UE:
- Não se esqueça do bilhete de identidade/Cartão de cidadão ou do passaporte. Mesmo que só viaje para países que pertencem ao espaço sem fronteiras da UE, continua a ser preferível levar um documento de identificação, na eventualidade de ter de comprovar a sua identidade.
- Assegure-se que leva consigo o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD). Contacte o organismo competente do seu país para mais informações sobre a sua obtenção. Em caso de doença grave sua ou de um membro da sua família num país da UE ou do EEE ou na Suíça, este cartão facilita o acesso aos cuidados de saúde do sector público. Tenha em atenção que determinados serviços gratuitos no seu país podem não o ser noutro país. Descarregue a aplicação para telemóveis sobre o CESD para mais informações e para contactar mais facilmente os serviços de assistência no país em que se encontra.
- Obtenha um passaporte para animais de companhia. Se viajar com cães, gatos, ou furões, tem de provar que o seu animal de estimação recebeu a vacina antirrábica. A Irlanda, o Reino Unido, a Finlândia, Malta e Suécia impõem requisitos específicos para a entrada de animais no país, pelo que deve verificar, antes da partida, quais são as disposições aplicáveis no país para onde vai. Esses requisitos também podem aplicar-se a outros animais.
- Contacte o seu operador de telemóvel para verificar quais são as tarifas de roaming se tenciona utilizar frequentemente o telemóvel, especialmente para navegar na Net e utilizar o correio electrónico. Se quiser, pode fixar um limite máximo. Caso contrário, será aplicado, por defeito, o limite fixo de 50EUR por mês. Verifique as eurotarifas oferecidas pelos operadores nos 28 países da UE e compare as tarifas aplicáveis ao envio de mensagens e à utilização de dados.
- Em caso de emergência ligue o 112. Utilize este número para contactar os serviços de emergência em qualquer país da UE, a partir de qualquer telefone. As chamadas são gratuitas. Os operadores falam várias línguas, consoante o país.
- Informe-se sobre os direitos dos passageiros na UE. Independentemente de viajar de comboio, avião, autocarro, ou navio, é importante conhecer os seus direitos em caso de atraso, cancelamento ou necessidade de assistência para alguém com mobilidade reduzida. Pode carregar gratuitamente uma aplicação para telemóveis sobre os direitos dos passageiros.
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Ideias: redescobrir os valores europeus

inAdevarul, Bucareste, Roménia, por Marian Popescu

 

 
O projecto europeu não consegue diminuir o fosso que ainda existe entre os países da Europa Ocidental e os da Europa Central e Oriental. Por isso, é preciso que os Vinte e Oito façam um enorme esforço de comunicação sobre o que os une, defende um escritor romeno.
O recente relatório do eurodeputado Rui Tavares sobre a situação dos Direitos do Homem na Hungria, bem como a maneira como o documento foi recebido pelo governo húngaro, levanta novamente a questão da viabilidade do projecto europeu depois do desaparecimento da cortina de ferro. A Hungria e as suas evoluções recentes já não correspondem às expectativas de Bruxelas. Pode dizer-se o mesmo da Roménia ou da Bulgária; da Eslováquia quanto ao tratamento que dá aos ciganos; da França no que concerne à mesma questão, ou do Reino Unido, pela maneira como aborda o direito ao trabalho de romenos e búlgaros... E poderíamos continuar.
Não se trata de recensear aqui as irregularidades e as imperfeições. Mas sim de observar que aquilo que parecia ser a encarnação do sonho de um grande número de líderes europeus se transforma, periodicamente, em nevroses governamentais no seio dos países-membros. Tal como em Bruxelas. Os textos dos tratados fundadores (da UE) são cada vez mais confrontados com realidades incompatíveis com a filosofia de uma Europa unida. Porque o processo de elaboração das leis à escala comunitária é demasiado lento ou demasiado generalista, contrariamente à realidade que engendra rapidamente novos contextos de (sobre)vivência. Garantir o respeito por esses vastos pacotes legislativos comunitários é stressante e revela-se dessincronizado do jogo político interno dos Estados-membros. Esta inadequação sublinha igualmente a incapacidade de Bruxelas em transmitir os valores do grande projecto europeu: as frequentes sonsagens realizadas nos diferentes países-membros revelam uma (demasiadamente) fraca percepção dos valores defendidos pela UE. As estratégias de comunicação do Parlamento Europeu e do Conselho também não são assim tão eficazes como seria de pensar. Os Estados que entraram para a UE entre 2004 e 2007 falam numa linguagem diferente da empregue pelos outros quando mencionam a democracia, o mercado, os direitos do Homem, ou a transparência; enquanto noções ainda marcadas pela imagem das "barricadas" atrás das quais o que resta de efectivos da barbárie comunista se defende dos ataques de um mundo ocidental imperfeito.
Alfabeto estrangeiro
O que parece ser, e que foi, para muitos a imperfeição compacta das sociedades fechadas do Leste, é de repente por um novo mundo inexplicável, um alfabeto estrangeiro, que devia, e ainda deve, ser aprendido com o coração. O esforço era enorme, comparável ao que foi necessário, após a queda do Muro, para levar a RDA (Alemanha de Leste) para o nível da RFA (Alemanha Ocidental). Após uma década e despesas colossais, os resultados não são nada enororajadores. Actualmente, sente-se por vezes a mesma coisa perante as "novas democracias" da Europa de Leste. Mais ainda, Bruxelas parece não compreender que a razão de Estado funciona de maneira diferente nessas democracias; hoje, exige-se delas não apenas que ponham de pé e que tornem funcional um Estado que possa reflectir-se no espelho de Bruxelas, mas também que reconheçam esse reflexo. O modelo da razão de Estado estudado por Michel Foucault para os séculos XVII e XVIII, era baseado na limitação dos "excessos do governo", de que o instrumento operacional será, até ao fim do século XVIII, a economia política. Uma economia política que contraria as filosofias dos Estados em torno da ideia de prosperidade, de Estado-providência: um termo desconhecido na Europa de Leste após 1945. Essa grande lacuna, posta em prática com um controlo diabólico, resultou sob o socialismo-comunismo num tipo de governação que atrofiou consideravelmente os instintos dos membros dessas sociedades em matéria de afirmação individual, espírito de competição e responsabilidade dos seus próprios actos.
Diferenças entre antigos e novos membros
As políticas comunitárias têm, assim, de fazer face não apenas às célebres diferenças entre antigos e novos Estados-membros, mas também às consequências da procura exclusiva do lucro a curto prazo. Que são, actualmente, esmagadoras: o valor do trabalho, o investimento em formação, a regulamentação do mercado de trabalho em função das novas tendências económicas que apareceram no mundo, exigem uma maior rapidez de acção. E quando a reacção se produz, por fim, como exemplo no caso da agricultura, das pescas ou das indústrias criativas, os esforços que visam traduzi-la em pacote legislativo comunitário engendram diferenças e reacções sociais por toda a Europa. A Europa continua a ser demasiadamente uma Europa dos governos, e não suficientemente uma Europa dos povos. Os valores europeus merecem ser redescobertos. A comunicação desses valores deveria ser o maior objectivo da UE. Deixada na mão dos governos e de instituições especializadas, a comunicação sofrerá sempre de falta de criatividade e a Europa só se afastará cada vez mais de nós. Só uma visão criativa dos governos poderá recolocar nos eixos o processo de uma Europa unida sob o signo do desenvolvimento pessoal de cada cidadão dos países-membros. Conseguir coisas simples (um emprego, uma casa, um nível de vida aceitável) é o único caminho para as coisas mais complexas. Quando o governo de um Estado tiver conseguido convencer tudo e todos de que não há lugar no mundo melhor que este, só então, o objectivo terá sido correctamente cumprido para toda a gente.
 

Eutube

Direitos dos Passageiros

 

Espere o inesperado. Leve sempre consigo o Cartão Europeu de Seguro de Doença



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Oportunidades de Financiamento e Parcerias


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