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2006 foi designado o Ano Europeu da Mobilidade dos Trabalhadores. Para o efeito foi criado um website onde é possível obter informações sobre actividades e eventos a realizar no âmbito do Ano Europeu e ter acesso a uma grande quantidade de informações relativas à mobilidade dos trabalhadores. O objectivo é abrir o debate sobre as vantagens e desafios reais do trabalho no estrangeiro ou da mudança de trabalho.

Factos e Números sobre a Mobilidade dos Trabalhadores

Mobilidade entre empregos

- De acordo com a sondagem sobre a força de trabalho de 2003, 8,2% dos trabalahdores empregados na UE mudaram de um emprego para outro após um ano. No entanto, estes números variam de país para país: na Dinamarca e no Reino Unido a mobilidade de emprego para emprego é de 13%, enquanto na Suécia e na Grécia é de cerca de 5%. Por outro lado, em 9 Estados-Membros, 40% da força de trabalho esteve no mesmo emprego durante 10 anos, sendo a média da UE de 38%.

_ Na UE, os trabalhadores permanecem em média cerca de 10,6 anos, no mesmo emprego, comparativamente com os EUA, em que os trabalhadores permanecem em média 6,7 anos no mesmo emprego.

Mobilidade geográfica

- Aproximadamente 1,5% dos cidadãos da UE-25 vivem e trabalham num país diferente do da sua origem - uma proporção que sofreu bastantes alterações nos últimos 30 anos.

- cada ano uma média de 7,2% de trabalhadores da UE mudam o seu lugar de resid~encia, dos quais 15% referem a mudança de emprego como a principal razão para que tal aconteça.

Aprendizagem de uma língua estrangeira

- A língua é uma das principais barreiras à mobilidade geográfica. Na UE, uma em cada duas pessoas fala uma outra língua além da sua língua-mãe. No entanto, existem grandes diferenças entre os Estados-Membros. Cerca de 70% dos cidadãos do reino Unido falam apenas uma língua, enquanto na Dinamarca, Suécia, Holanda, países do Báltico, Malta eLuxemburgo, mais de 87% da população fala pelo menos, outra língua. O Inglês é a língua estrangeira mais falada - por cerca de 34% dos europeus.

Competências e falta de emprego

- Muitas regiões da UE t~em taxas de crescimento de emprego de 1-2%, embora algumas regiões prevejam ter taxas de emprego de 80% até 2010, incluindo o sul do Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Holanda, França central, Áustria ocidental e centro de Portugal. Sem grandes variações de trabalho, estas regiões podem enfrentar diminuições significativas de emprego qualificado.

Atitudes perante a Mobilidade

- De acordo com o Eurobarómetro sobre mobilidade geográfica e profissional, 53% dos inquiridos referem a "liberdade de viajar e trabalhar" quando questionados sobre o significado da União Europeia.

- Na Dinamarca e Suécia - os dois países com a maior taxa de mobilidade no trabalho - 72% dos inquiridos acreditam que a mobilidade é boa para as pessoas. No entanto, mais de dois terços dos inquiridos da Bélgica, Alemanha, Estónia e Grécia, mostram reservam acerca dos benefícios da mobilidade laboral.

Mais informações em:

2006: Ano Europeu da Mobilidade dos Trabalhadores