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Mercado Único Digital: novos dados mostram que são necessárias medidas para desbloquear o potencial da Europa

 

Da conectividade e competências digitais aos serviços públicos, os países da UE registaram progressos desde o ano passado, em que se assistiu ao lançamento da Estratégia para o Mercado ùnico Digital pela Comissão Europeia

 

Embora apontando para melhorias, os resultados da edição de 2016 do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (IDES), publicada pela Comissão Europeia, mostram igualmente que o ritmo está a abrandar. São necessárias medidas, tanto a nível nacional como da UE, para eliminar os obstáculos que impedem os países da UE da beneficiar plenamente das oportunidades proporcionadas pelas tecnologias digitais.

 

Conclusões principais:

 

- A UE está a avançar, mas lentamente: a UE, no seu conjunto, atinge uma pontuação de 0,52 em 1, o que representa uma melhoria em relação ao ano passado, em que registou 0,5. Todos os países da UE, com excepção da Suécia, melhoraram a sua pontuação.

 

A Dinamarca, os Países Baixos, a Suécia e a Finlândia continuam a ocupar os primeiros lugares na classificação IDES.

 

Os Países Baixos, a Estónia, a Alemanha, Malta, Aústria e Portugal são os países que estão a evoluir mais rapidamente, destacando-se dos restantes.

 

- São necessárias mais medidas para alcançar a liderança mundial: Pela primeira vez, a Comissão Europeia também comparou a UE com os paises do mundo mais digitalizados (Japão, EUA e Coreia do Sul). Embora o relatório completo só fique pronto em meados de Março de 2016, os resultados preliminares mostram que os países mais avançados da UE em termos de desempenho digital também estão entre os primeiros a nível mundial. No entanto, a UE, no seu conjunto, precisa de melhorar significativamente a sua posição na cena mundial.

 

- A conectividade melhorou mas não o suficiente a longo prazo: 71% das famílias europeias têm acesso à banda larga de alta velocidade (pelo menos 30 Mbps) comparadas com 62% o ano passado. A UE está no bom caminho para ficar totalmente coberta até 2020. O número de assinantes de banda larga móvel está a aumentar rapidamente, tendo passado de 64 assinaturas por cada 100 europeus em 2014 para 75 actualmente. A UE tem de estar pronta para responder à procura futura para disponibilizar a próxima geração de redes de comunicação (5G). É por esta razão que, até ao final do ano, a Comissão apresentará uma análise do quadro regulamentar da UE para as telecomunicações, com o objectivo de enfrentar os desafios tecnológicos e do mercado.

 

-É necessário melhorar as competências digitais: embora o número de diplomados nas áreas das ciências, das tecnologias e da matemática tenha aumentado ligeiramente na UE, quase metade dos europeus (45%) não possuem competências digitais básicas (saber utilizar uma caixa de correio electrónico e ferramentas de edição ou instalar novos dispositivos). A Comissão abordará a questão das competências e formação digitais no âmbito da futura Agenda para Novas Competências da UE ainda este ano.

 

- O comércio electrónico é uma oportunidade perdida para as empresas mais pequenas: 65% dos internautas europeus fazem compras em linha, mas apenas 16% das PME vendem em linha - e menos de metade destas fazem vendas transfronteiras em linha (7,5%). Para resolver este problema, em Dezembro, a Comissão apresentou propostas relativas aos contratos digitais para proteger melhor os consumidores que fazem compras em linha e ajudar as empresas a expandir as suas vendas em linha. Além disso, em Maio, a Comissão divulgará um pacote legislativo para impulsionar o comércio electrónico, que incluirá medidas para abordar a questão do bloqueio geográfico injustificado, melhorar a transparência dos mercados transfronteiras de entrega de encomendas e aplicar melhor a legislação da UE em matéria de defesa do consumidor além fronteiras.

 

- Há mais serviços públicos em linha, mas são pouco utilizados: os indicadores mostram que as administrações públicas oferecem uma vasta gama de serviços em linha (permitindo às pessoas utilizar a Internet para se informaem sobre uma mudança de residência, o nascimento de um filho e outros eventos importantes). No entanto, o número de internautas que interagem com a sua administração em linha não está a aumentar (32%).

 

 

Mais informações:

Índice de digitalidade da economia e da sociedade - Portugal

Mercado Único Digital

O que é o índice de digitalidade da economia e da sociedade?

Estratégia para o Mercado Único Digital