|

X

 

A Escola Secundária Sá da Bandeira acolhe dia 8 de Fevereiro, pelas 9h00 o atelier "União Europeia, Portugal e Globalização", no ãmbito do projecto À DESCOBERTA DA EUROPA MUNDO", uma iniciativa do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais.

A seessão contará com a presença de Vitalino Canas, Presidente da Comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República.

Em resumo...

O processo de integração europeu – que tem como primeiro grande marco o Tratado de Roma de 1957 e deu origem à actual União Europeia – teve sempre como um dos seus objectivos garantir que os países europeus continuariam a ter uma voz importante a nível da política global.

A globalização significa coisas muito diferentes – positivas e negativas – para pessoas diferentes. Um ponto comum a defensores e críticos da globalização é a importância cada vez maior da interacção crescente nas actividades mais diversas entre as mais variadas zonas do Globo.

A importância central de questões tão vastas como as regras do comércio internacional, as diferenças entre ricos e pobres a nível global, as migrações e o terrorismo global apontam para a necessidade de desenvolver organizações com suficiente massa crítica para lidar com elas. A importância da UE é evidente, por exemplo, no protagonismo da Comissão Europeia nas negociações da Organização Mundial de Comércio, mas também no facto de União Europeia ser o principal exportador no comércio mundial, na força do euro e do Banco Central Europeu e ainda no facto da Europa ser, globalmente, a principal fonte de ajuda técnica e financeira aos país mais pobres.

Uma União com 490 milhões de habitantes e uma das economias mais desenvolvidas do Mundo tem condições de dar respostas aos anseios dos europeus relativamente aos impactos desiguais da globalização em áreas como a energia, o ambiente, o emprego, que os Estados nacionais, mesmo os mais fortes, não têm.

E Portugal? Na União Europeia os portugueses têm a oportunidade, mas não a garantia, de se fazer ouvir. Enfrentam o desafio de mostrar a qualidade dos seus meios diplomáticos, humanitários, militares, e de provar a pertinência das suas propostas. O papel de Portugal na conclusão do Tratado de Lisboa e no desenhar da Estratégia de Lisboa – que define uma parte importante da forma como a UE lida com a globalização – mostram que isso é possível. Mas cabe-nos a todos discutir o que se poderia ou deveria fazer de mais e de melhor a nível europeu e global.

Toda a informação sobre o projecto